Tempo de leitura: 2 minutos
A aplicação da termografia no campo da medicina desportiva encontra-se actualmente num interessante processo de investigação. Graças à transportabilidade dos equipamentos, à rapidez e escassez de riscos de utilização, estes sistemas podem ser utilizados em clínicas especializadas, ou mesmo nos recintos de treino, para uma rápida avaliação da dor e consequente tomada de decisões.
A termografia puede ser particularmente útil na detecção de dores pós-traumáticas crónicas, como a Distrofia Simpática Reflexa (DSR) ou o síndrome de Dor Simpática Mantida (DSM). Tradicionalmente tratam-se de dores dificilmente diagnosticáveis, mas actualmente a termografia proporciona informação sobre a resposta simpática à dor. Em algumas situações, o sistema nervoso simpático, que recebe informação das vísceras e do meio interno para actuar sobre músculos, glândulas e vasos sanguíneos, tem um papel importante na tolerância da dor. Os receptores da dor na zona afectada por uma lesão no tecido ou nervo, respondem às catecolaminas libertadas pelos nervos simpáticos.
De qualquer forma, o mais provável é que as causas da DSR sejam variadas, produzindo sintomas similares: rubor, calor e inflamação. A termografia não é uma imagem da dor, no entanto, revela disfunções que facilmente se podem relacionar com ela.