automatismos industriales Tempo de leitura: 4 minutos

O que é o automatismo? 

A automatização é o processo através do qual se capacita uma máquina ou um sistema para que realize uma atividade por si só, sem a necessidade de um ser humano a supervisionar o seu correto funcionamento. Isto é especialmente útil ao falar de automatismos industriais onde tem maior aplicação.

O automatismo atual é herdeiro dos primeiros “autômatos”, que eram máquinas cujo objetivo final não era tanto realizar uma função de forma automática, mas sim de imitar figuras e os movimentos de um ser animado, ou seja, a referência consistia em copiar os seres animados que eram automáticos nas suas ações, mas na realidade o objetivo não era cumprir uma tarefa por si só.

Isso mudou radicalmente a partir do século XX. Em 1947 Delmar S. Halder, da companhia automobilística Ford, usa o termo “automatização”, afirmando que a automatização deveria ser um conceito global que cobriria todos os desenhos e dispositivos realizados, e que deveria ter a finalidade de conseguir uma plena automatização da produção. Esta maneira de entender a automatização aplica-se inicialmente na própria companhia Ford. Entretanto, rapidamente será imitado pelo resto de empresas automobilísticas do país e implementado por toda a indústria dentro e fora das fronteiras americanas, dando como resultado o conceito de automatização que temos hoje em dia.

 

Elementos de um sistema de produção automatizado

Na automatização de qualquer sistema, especialmente nas linhas de montagem industriais, existem uma série de elementos ou agentes que devem estar sempre presentes:

– Sensores de presença:

Este tipo de sensores encarregam-se de localizar a todos os momentos a posição do produto em relação aos demais produtos e aos elementos que conformam a linha de montagem. Graças a eles, o resto dos elementos podem conhecer a posição do produto, quando e como atuar em consequência.

– Encoders:

Este sistema determina a velocidade a que o produto se move dentro da linha de montagem. Esta tarefa é realizada mediante pulsos que medem tanto o tempo como a posição do produto. O seu trabalho determina, com precisão milimétrica, quando devem entrar em ação os atuadores.

– Sistemas de visão

São os olhos da linha de montagem. Os sistemas de visão se encarregam-se de capturar as imagens do produto que serão processadas e enviadas aos computadores encarregados de controlar as ações dos atuadores.

– PLC’s ou Autômatos programáveis

São os sistemas que controlam todos os processos industriais sequenciais. Esta unidade atua como o cérebro da linha de montagem. Recebe todas os sinais de cada um dos sensores, analisa a informação de que dispõe e emite uma resposta de acordo com as necessidades particulares em cada caso.

– Atuadores

São todas as máquinas que se encarregam de executar as ordens dos PLC’s ou sistemas de visão artificial interagindo com ele de uma maneira mais física e palpável. Podem ser de muitos tipos, desde robôs e pistões a jatos de ar ou água a qualquer dispositivo que possa influir na trajetória do produto, redirecionando-o à parte da linha pré-definida pelo autômato, seja uma linha de produção diferente ou simplesmente descartando o produto para um contentor.

Papel da visão no processo

A visão artificial cumpre um dos papéis mais importantes em qualquer processo de automação já que se trata de uma das tarefas que devem ser executadas primeiro. A visão do processo é o que vai permitir que toda a linha de montagem funcione de forma rápida e eficaz ao mesmo tempo.

São os sistemas de visão que vão fornecer a informação necessária aos computadores que controlam cada uma das ações que se realizam na produção, que é o que define em si mesmo os automatismos industriais. Deste modo, um sistema de visão artificial eficiente na linha produtiva permitirá garantir a eficácia ao mesmo tempo que evitará uma produção ineficiente ou defeituosa.

Vantagens do uso da visão artificial aplicadas ao controlo de qualidade

. Inspeção completa da produção

Graças ao uso de câmaras no controlo do processo produtivo, podemos ter o controlo total e uma visão da produção que englobe desde o princípio da mesma até o final do processo.

. Repetitividade e homogeneidade:

Graças ao uso de sistemas de visão artificial no controlo de qualidade dos processos industriais é possível repetir o processo de maneira exata, conseguindo assim que todos os produtos resultantes sejam iguais entre si, cumprindo sempre os standards de qualidade marcados, que é um dos objetivos principais dos automatismos industriais.

. Consistência e objetividade

Outra das vantagens do uso de câmaras no controlo de qualidade é que evita a subjetividade inata ao controlo humano.

. Redução de custos:

Ao evitar produtos defeituosos evita-se também a devolução de lotes em mal estado, o que por si melhorará a imagem de profissionalismo da empresa. Isto leva a uma redução considerável de gastos e permitirá conservar e ampliar o número de clientes. Além de que é inegável a redução de custos derivada de destinar recursos humanos a outro tipo de tarefas mais qualificadas.