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Cãmera multiespectral. A Haystack in the Evening Sun, Monet

A obra “A Haystack in the Evening Sun” de 1891 foi identificada como um peça genuína de Claude Monet pelos investigadores do projeto RECENART da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia. Os investigadores revelaram que havia uma camada de pintura sobre a assinatura de Monet e a data do óleo utilizando uma câmara hiperespectral da SPECIM.

A pintura foi examinada na Universidade no projeto multidisciplinar Recenart – Research Center for Art Project em Mänttä. No estudo foi utilizado uma câmara multiespectrais e um dispositivo de raio-X com o objetivo de obter informação sobre a composição fundamental da pintura.

A câmara hiperespectral capturou imagens em 256 comprimentos de ondas diferentes do infravermelho próximo de forma simultânea. Esta região espectral não é visível para o olho humano. Muitos dos pigmentos utilizados nessa época e inclusive hoje em dia são parcial ou completamente transparentes para a luz nessa faixa espectral. Nestes casos é possível medir a luz que se reflete nas camadas superficiais e inclusive mais profundas” explica o investigador Ilkka Pölönen.

A câmara funciona basicamente como um scâner que faz o varrimento linha a linha. O conjunto ótico utilizado inclui um prisma que separa os diferentes comprimentos de onda da luz e um sensor de visão à medida captura a radiação infravermelha. Graças ao deslocamento da câmara através do scâner é possível obter uma imagem da obra completa.”

A câmara produz uma imagem com uma grande quantidade de informação espectral. Foram aplicados métodos de separação da informação à assinatura de Monet que tinham sido estudadas na investigação internacional. “A imagem espectral e as suas múltiplas aplicações resultaram por ser a área favorita de investigação. Foram publicados dois trabalhos sobre este tema e foi tratado, entre outras coisas, a sua aplicação nas ciências médicas e ambientais” diz o decano Pekka Neittaanmäki.