curvas fotométricas Tempo de leitura: 2 minutos

O que são as curvas fotométricas?

As curvas fotométricas são gráficos que indicam a distribuição espacial de luz em um plano cartesiano que conta com variáveis de distância e intensidade luminosa. Cada luminária conta com uma curva de distribuição particular, por este motivo, deve-se escolher a mais adequada de acordo com o caso da aplicação.

Para realizar a integração do gráfico, um exemplo de uma luminária colocada segundo a aplicação pode ser a luz de um teto. Se colocamos um papel em posição vertical no centro do lado superior, as linhas concêntricas que se formam se correspondem com a intensidade lumínica. Quando duas destas medições coincidem,  acontece uma simetria da óptica da luminária.

 

Diagrama polar

As curvas de distribuição da intensidade luminosa estão formadas pelas curvas polares que obtidas em laboratório. Buscam descrever qual a direção ou a intensidade de distribuição da luz ao redor de diversos ângulos verticais da fonte. Com um instrumento denominado goniofotômetro, realiza-se uma varredura de toda a esfera, possibilitando que os pontos contidos em um mesmo plano, tanto horizontal quanto vertical, se juntem. Deste modo, é possível obter um volume conhecido como sólido fotométrico.

 

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Este desenho tridimensional não é muito prático sozinho. Em geral, a indústria da tecnologia da iluminação só emprega as curvas que são obtidas ao cortar este sólido  através de dois planos verticais. Um deles está orientado ao largo do eixo longitudinal da luminária. Enquanto que o outro pelo eixo transversal, e está situado perpendicularmente ao canto da berma e, em consequência, de modo transversal à luminária.

Nas curvas fotométricas de distribuição luminosa, a distância de qualquer dos pontos da curva ao centro indica a intensidade luminosa desta fonte nessa direção. Para evitar a tarefa de ter que fazer um gráfico para cada lámpada ou luminária quando a única variação é a sua potência, os gráficos são padronizados para uma fonte de 1.000 lumens, e os desenhos expressam em cd/klm. Se o que busca é conhecer os valores reais das intensidades, basta ampliar o fluxo luminoso da lâmpada pela leitura no diagrama polar, para posteriormente dividi-lo por 1.000 (lm).

 

Rendimento luminoso

A maneira de las curvas fotométricas dependem do difusor ou refletor da luminária em questão. Deste modo, a curva polar da luminária será diferente da curva obtida da lâmpada nua. Isso está relacionado com o rendimento luminoso, que é definido pela seguinte equação:

n(%) = Fluxo luminoso luminária / Fluxo luminoso lâmpada

É necessário entender que a intensidade associada ao ângulo do espaço, representa a gama de intensidades que existem no intervalo dado pelo fluxo total emitido. Isso supõe que a intensidade deve se manter constante em qualquer direção. Em geral, isso não é efetivo, há a opção de dividir a esfera em diversas zonas, das quais será definida uma intensidade média, permitindo que o fluxo total seja igual à soma de todos os fluxos parciais de cada uma destas zonas. 

 

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