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As mossas produzidas por impactos, vibrações ou compressão, são um problema bastante frequente que afecta negativamente a qualidade da fruta, provocando consideráveis perdas no seu valor de mercado. Estas marcas produzem-se normalmente no tecido debaixo da pele. Quando este sofre danos, as suas células inicialmente enchem-se de água e adquirem uma tonalidade acastanhada. Com o passar do tempo, as células danificadas começam a perder humidade e secam.

Detectar as mossas pode resultar num autêntico desafio, não só devido à presença da pele, mas também pelo facto da sua precisão poder ser afectada por factores como o tempo, o grau e tipo de mossa, a variedade da maçã e as condições da colheita. O tecido amolgado tem uma resposta espectral menor que o normal no espectro visível e próximo do infravermelho (Vis/NIR), nas longitudes de onda entre os 400 e os 1000nm. Ainda assim, investigações recentes determinaram que a região espectral compreendida entre os 1000 e os 1400nm, aproximadamente, também proporciona informação útil na detecção de mossas.
Da mesma forma que se podem detectar alterações de humidade na fruta, utilizando esta tecnologia e centrando-nos no intervalo espectral adequado, também se podem detectar outras propriedades como o nível de açúcar, que nos confere orientações sobre o grau de maturação da peça; ou, para outro tipo de provas, o nível de clorofila; etc.
A utilização de câmaras infravermelhas de Xenics e de sistemas multi-espectrais de Specim é ideal na determinação destas características na fruta.