fábrica 4.0 Tempo de leitura: 3 minutos

A história da indústria pode ser divida atualmente em quatro fases concretas que constituem todos os modelos produtivos que existiram e existem. Entre todas elas, a fábrica 4.0, corresponde ao modelo atual e mais vanguardista que temos disponível.

O modelo de fábrica mais antigo, a fábrica 1.0, corresponde aos sistemas que utilizavam a energia do vapor e a mecanização das tarefas. Na continuação encontramos a fábrica 2.0, que se caracteriza pela introdução da eletricidade e as linhas de montagem nos processos de fabricação da indústria. A fábrica 3.0 corresponde a um sistema de fabricação em que os processos já começaram a ser automatizados graças aos sistemas informáticos, que contrinuiu com um grande avanço em relação à eficiência e a gestão dos processos. Finalmente, a fábrica 4.0, é aquela que evolui a automatização destes processos graças à introdução de sistemas ciber físicos que são possíveis graças à implementação da IoT (Internet of Things) e Big Data.

É importante ter em conta que a fábrica 4.0 não se refere tanto a uma mudança de tecnologia (coisa que sucedeu nas revoluções industriais anteriores) mas uma automatização da mesma. É indiscutível que o desenvolvimento do IoT e o Big Data requer o uso das novas tecnologias. Mas estas são na realidade ferramentas que estão ao serviço das tecnologia já implementadas na terceira revolução industrial e que faz referencia à automatização dos processos graças ao uso dos sistemas informáticos.

IIoT: IoT específico para a fábrica 4.0

Por outro lado, é importante compreender que estas ferramentas tem um campo de aplicação muito amplo no mundo da indústria. Inclusive, dentro do próprio IoT, seria necessário separar o IIoT (Industrial Internet of Things), ou seja, o IoT aplicado de forma especifica aos processos industriais.

É que temos que ter em conta que as linhas de produção são processos muito complexos onde a fabricação de um produto depende de um número muito elevado de diversos elementos e aplicações funcionando de forma controlada e ordenada entre si. Graças ao IIoT, cada uma das máquinas que participa do processo recebe a informação em tempo real do que esta a passar diante dela, o que permite decidir se atua eliminando um produto da linha de montagem, se o produto passa à seguinte fase, se necessita de ser reparado ou que fazer diante de situações previstas ou imprevistas. Definitivamente, permite um grau de automatização até agora desconhecido e com uma eficácia só comparável aos processos de produção supervisionados por pessoas.

Outras vantagens que supõe o uso do IIoT é a possibilidade de ter um centro de comando informado em todo momento do que passa na fabrica e naquelas distribuídas em qualquer parte do planeta. Isso permite dispor de informação relativa à produtividade, o ritmo de produção, erros e estatísticas a todo momento e em tempo real.

O que requer uma fábrica 4.0?

Tudo isso é possível graças a uma intercâmbio contínuo de informação entre todas as máquinas e outros elementos implicados no processo. Isso requer dois componentes bem definidos. Por um lado, sensores capazes de colher a informação de forma eficiente e em tempo real (câmaras de visão artificial, sensores de temperatura, sensores de tamanho, etc) e por outro lado, computadores capazes de processar, analisar e emitir uma resposta rápida e eficiente de toda a informação que chega procedente dos sensores.

Definitivamente, a fábrica 4.0 é uma fábrica em que todos os processos estão automatizados e conectados em rede entre eles. Cada máquina comunica com todas as outras que participam no processo de forma constante e em tempo recorde, o que permite dispor de fábricas muito mais eficientes, rápidas e capazes de estar a trabalhar de forma ininterrupta 24 horas 365 dias ao ano.