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Foto: Dr. Fco. Javier Lozano Vilardell/ Facultat de Belles Arts/Universitat de Barcelona

A empresa espanhola nub3d, utiliza uma câmara Gigabit Ethernet da JAI para a fabricação dos seus digitalizadores 3D TRIPLE ART, a TM1405GE. Esta câmara de visão artificial incorpora um sensor de visão monocromático de 1392×1040 pixéis de resolução, capaz de capturar a uma velocidade de 30fps.

A utilização da tecnologia de digitalização óptica 3D  é comum na criação de réplicas de obras originais e na documentação e arquivo dos fundos de museus, mas actualmente também está sendo utilizada para a realização de bibliotecas digitais, captura e estudo de obras pitóricas, construção de embalagens para obras de arte e reproduções em escala.

A digitalização 3D é um processo onde através de um scanner óptico que utiliza somente a luz branca, se obtém a geometria tridimensional do objecto. Sobre a superfície da peça a medir, são projectadas uma série de listras luminosas verticais brancas ou negras. A informação tridimensional é obtida analisando a imagem proporcionada pela câmara JAI, da deformação que as linhas projectadas sofrem ao serem refletidas sobre a superfície do objecto.

Entre as aplicações que já trabalharam com os equipamentos da nub3d, encontramos a digitalização dos fósseis de uma mandíbula de um Homo Antecessor no sítio arqueológico de Atapuerca e a fabricação de uma réplica do Sarcófago de Layos do século IV, conservado no Museu Frederic Marès (trabalho coordinado pela Junta de Castilha e León). Com a informação obtida a partir da digitalização, deixou de ser necessário seguir manipulando os originais para tirar medidas e foi possível realizar simulações virtuais, etc. Além disso, utilizando as técnicas de prototipagem rápido permitiram obter réplicas dos originais sem necessidade de usar métodos agressivos de contato.

 

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