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Actualmente não existe uma metodologia para determinar o grau de frescor da carne, mas sim uma série de diferentes testes (sensoriais, químicos, bioquímicos e microbiológicos) que de forma não legislada orientam sobre o grau de frescor da mesma.
Outro problema é a crescente tendência pela venda directa imposta nas grandes distribuidoras de alimentos, que procuram vender carne fresca fileteada e envasada, cuja vida útil se vê reduzida pela manipulação.
Neste sentido, diferentes investigações se concentraram na obtenção de técnicas não-destrutivas para a avaliação de factores de qualidade internos e externos dos alimentos, entre as quais encontramos a análise de imagem NIR.
No momento, existem poucas investigações disponíveis sobre esta técnica em alimentos. Algumas delas estão direcionadas à determinação do conteúdo de gordura, proteína e lactose no leite, de açúcar no iogurte, determinação da época correcta para a colheita da manga, assim como estudos em cereais, batatas e dos parâmetros relacionados com a umidade nos produtos cárneos e pescado defumado, ainda que a maioria destes estudos são preliminares e em nenhum caso focalizados ao estudo da qualidade sanitária ou frescor.
No Instituto de Automática e Informática Industrial da Universidade Politécnica de Valencia foi realizado um estudo com o objectivo de desenvolver a aplicação da espectroscopia do infravermelho próximo como método não-destrutivo de determinação do frescor da carne de frango fileteada e envasada. Para isso foi utilizado um espectrógrafo de imagen ImSpector V10 Standard, o qual está adaptado para trabalhar na gama espectral entre os 400 e os 1000nm.
O resultado desta pesquisa indica que a técnica da imagem como ferramenta para controlar o frescor da carne de frango fileteada e envasada, pode ser uma alternativa às técnicas actuais, sendo a gama de comprimento de onda onde são obtidas as melhores correlações com o tempo e com as variáveis das análises destructivas compreendidas entre os 791 e 859nm.