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Os avanços tecnológicos impulsionaram a utilização da visão artificial como ferramenta básica para a determinação da qualidade da fabricação de placas solares. Um dos factores mais importantes para determinar a qualidade de uma célula solar é a sua eficiência energética. A eficiência da conversão das energias das placas solares pode ser afectada por factores como comprimentos de difusão local reduzido, entre outros defeitos.
 As células solares convertem a energia solar em electricidade, mas além disso também possuem a característica de poder emitir luz se são conectadas a uma corrente eléctrica. Este processo que, podemos considerar inverso, é denominado electroluminiscência. Através desta tecnologia é possível avaliar de forma rápida e precisa a eficiência da célula em cada um dos seus pontos. Ao induzir uma corrente eléctrica sobre a célula, esta emite luz num espectro centrado nos 1.150 nm. Quanto mais radiação emite mais eficiente é. Esta radiação é emitida em toda a célula, de maneira que se existe uma fenda ou um defeito nas capas condutivas, esta informação é reflectida na imagem capturada com câmaras especialmente sensíveis a este comprimento de onda.
Pelas características intrínsecas dos sensores CCD e CMOS baseados em silício, as câmaras que utilizam esta tecnologia apenas podem chegar a capturar imagens com comprimentos de onda de até 1.100 nm. Neste comprimento é quando as células solares começam a emitir, ao serem expostas ao processo de electroluminiscência. Por esta razão, se são utilizadas as câmaras convencionais baseadas em sensores de silício, necessitam ser câmaras especialmente refrigeradas e que permitam realizar longos tempos de exposição, no caso da eficiência quântica ser mínima. Também podem ser câmaras que já incorporem sensores especiais de eficiência quântica elevada nestes comprimentos de onda. É o caso da câmara da Photonfocus que possui um sensor concebido particularmente para o espectro próximo ao infravermelho.
Para este sistema, a INFAIMON utiliza uma câmara CMOS Photonfocus concebida especificamente para aplicações baseadas na electroluminiscência: a EL1-D1312-160-CL-12. Esta câmara CMOS não-refrigerada possui uma resolução de 1.4 megapixéis e está baseada na mais avançada tecnologia CMOS imager A1312. O sensor A1312 foi optimizado para aplicações no espectro visível e também para o espectro próximo ao infravermelho (NIR até 1000 nm). Esta cámara também ofrece tempos de exposição curtos ao redor de 400 ms e uma saída CameraLink para mais flexibilidade na sua utilização. A sensibilidade desta câmara permite obter imagens precisas da distribuição da recombinação radioativa na célula proporcionando informação sobre:
• Detecção de rachaduras, contornos, partes rompidas e derivações
• Mapeamento de resistências
• Distribuição do comprimento da difusão de portadores minoritários que indicam a qualidade do material da célula solar
Esta informação é importante não apenas na investigação e desenvolvimento mas também na produção das células solares, já que permitem a classificação de acordó com a sua eficiencia energética.